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Digitais e reconhecimento facial ajudaram polícia a identificar suspeitos de assalto a caminhão que deixou seis mortos no PR

Três suspeitos são indiciados por latrocínios na BR-116 A digital de um dos suspeitos na cena do crime, o cruzamento entre imagens e a apreensão de roupas i...

Digitais e reconhecimento facial ajudaram polícia a identificar suspeitos de assalto a caminhão que deixou seis mortos no PR
Digitais e reconhecimento facial ajudaram polícia a identificar suspeitos de assalto a caminhão que deixou seis mortos no PR (Foto: Reprodução)

Três suspeitos são indiciados por latrocínios na BR-116 A digital de um dos suspeitos na cena do crime, o cruzamento entre imagens e a apreensão de roupas idênticas as usadas no roubo ajudaram a Polícia Civil do Paraná a identificar os três suspeitos de envolvimento no assalto a um caminhão que deixou seis mortos. Eles foram identificados como Douglas Radoski Fernandes de Lima, Juliano dos Santos da Silva e Leonardo de Haro do Nascimento. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp O roubo foi no início de janeiro, na rodovia BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Após usarem um caminhão para bloquear a passagem da carreta, os criminosos renderam o motorista e tentaram fazer um retorno. Porém, por conta do sistema de bloqueio remoto, o caminhão parou de funcionar ao sair da rota prevista. Conforme a polícia, os criminosos soltaram o freio para que o caminhão tombasse no acostamento e eles pudessem roubar a carga. O veículo desceu de ré e caiu em cima da van, que transportava um grupo de fiéis de Campo Largo que retornavam de um culto em São Paulo. Moletom usado no crime foi encontrado na casa de um dos suspeitos Polícia Civil Os três homens foram presos menos de 48 horas depois do crime, em um trabalho em conjunto desenvolvido pela Guarda Municipal de Campina Grande do Sul, e as polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal. Eles foram indiciados por seis crimes de latrocínio – roubo seguido de morte –, associação criminosa, e roubo majorado – porque usaram arma de fogo e fizeram refém o motorista de outro caminhão roubado no dia. "A gente fez um laudo também que a gente chama de laudo facial forense, que analisa as imagens e confrontou fotografias desses suspeitos com as imagens coletadas no interior do caminhão, que também deu compatibilidade. Fora isso, dois deles confessaram o crime", detalhou o delegado André Feltes. Agora, o inquérito será encaminhado para o Ministério Público, que decide se apresenta a denúncia à Justiça, ou se vai pedir mais informações à polícia. Seis pessoas que estavam em van morreram RPC Conforme o delegado, ainda há perguntas a serem respondidas pela polícia. "A gente tem também que tentar identificar para onde esses materiais roubados iam. Quem são os receptadores ou os outros integrantes do grupo que acabam ficando em posse desses bens", afirma. A defesa de Douglas Radoski Fernandes de Lima disse que ele é motorista de aplicativo e que a atuação dele se limitou ao serviço de transporte, sem participação direta no roubo, ou em qualquer conduta criminosa. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Juliano dos Santos da Silva e Leonardo de Haro do Nascimento. LEIA TAMBÉM: Vídeo: Homem é investigado por furtar caixinha de doações destinadas ao Hospital do Câncer de Cascavel 'Achei que ia morrer': Vídeo mostra jovem se agarrando a árvore ao ser surpreendida por tornado no caminho para casa Fenômeno raro: Luzes avermelhadas aparecem no céu do Paraná Prisões e histórico de envolvimento no crime Douglas Radoski Fernandes de Lima, Juliano dos Santos da Silva e Leonardo de Haro do Nascimento, suspeitos de roubo que deixou seis mortos Reprodução Douglas Radoski Fernandes de Lima foi o primeiro a ser preso. Ele foi abordado no momento em que devolvia o carro que a quadrilha alugou para usar no crime. A decisão que determinou a prisão preventiva dos investigados detalha que a dinâmica do crime foi comprovada com a análise do histórico de rastreamento do veículo alugado, que mostrou todos os locais em que os suspeitos estiveram durante os roubos. O documento indica ainda que o carro esteve na casa de Leonardo de Haro do Nascimento e também no local do acidente. Juliano dos Santos da Silva foi preso em um dos endereços onde o carro alugado esteve. Ele confessou o crime e a perícia identificou uma digital dele no primeiro caminhão roubado. Segundo a polícia, Leonardo de Haro do Nascimento tem um histórico criminal por roubo de cargas. Na casa dele, a polícia apreendeu um moletom idêntico ao usado por um dos criminosos nos roubos, conforme as imagens capturadas pela câmera interna do caminhão. Dois caminhões foram roubados pelo grupo naquela noite Segundo a Polícia Civil, dois caminhões foram roubados pelo grupo naquela mesma noite. O primeiro estava carregado com eletrônicos e o segundo, que tombou, com queijos. As investigações apontaram que os suspeitos fizeram o primeiro caminhoneiro refém e usaram o veículo que ele dirigia para "fechar" e roubar o segundo caminhão, como registrado por câmeras de segurança: Câmera flagra caminhão sendo abordado e levado por assaltantes em rodovia Nas imagens registradas dentro da cabine é possível ver o motorista erguendo as mãos. Um dos assaltantes, apontado pela polícia como sendo Leonardo, assume a direção usando uma máscara para cobrir o rosto. A carga de laticínios tinha saído de Guarapuava com destino a São Paulo. Depois do roubo, os assaltantes fizeram um retorno e o caminhão parou de funcionar por conta do sistema de segurança, que identificou uma mudança na rota. A empresa chegou a ligar para o funcionário e na ligação é possível ouvir as ameaças de um dos assaltantes. O sistema de segurança bloqueou também a abertura da câmara fria. Conforme as investigações, os suspeitos soltaram o freio de mão da carreta para que ela caísse no acostamento e eles pudessem roubar a carga. "A vítima falou para a gente que eles ficaram em uma tentativa de desbloquear o baú, só que essa abertura é só remota. Eles ficaram bravos que o motorista não estava abrindo, e ali eles falaram 'então vamos soltar para ele tombar e poder saquear'. Naquele momento, o motorista disse que não tinha como fazer isso, e um dos criminosos teria dito: 'Então agora vocês vão ver o que é bom'", detalhou o delegado André Feltes. Antes de soltar o freio de mão do caminhão, os criminosos desligaram os faróis. Por conta disso, o motorista da van não viu o veículo se movimentando. "Para não chamar atenção, eles apagaram as luzes do caminhão. Por isso, a van, quando veio, não teve a visão", explicou. Segundo a polícia, o caminhoneiro foi liberado pelos assaltantes pouco antes da batida. Ele afirmou que teve que pular do veículo em movimento. Suspeitos apagaram as luzes do caminhão Reprodução Quem são as vítimas? Andreia Fagundes (48 anos); Ivanir Maziero (66 anos, motorista); Airton de Mattos (92 anos); Idezio Simão da Silva (62 anos); Cleide Salvador Machado da Silva (61 anos); Adriana da Silva Machado (42 anos). Fiéis retornavam de um culto em São Paulo Redes sociais VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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