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Cerca de 20 linhas do transporte coletivo de Curitiba são afetadas por greve de trabalhadores de empresa de ônibus

Mais de 10 linhas de ônibus estão sem operação em Curitiba por paralisação de motoristas A paralisação de motoristas e cobradores da empresa Orlando Ber...

Cerca de 20 linhas do transporte coletivo de Curitiba são afetadas por greve de trabalhadores de empresa de ônibus
Cerca de 20 linhas do transporte coletivo de Curitiba são afetadas por greve de trabalhadores de empresa de ônibus (Foto: Reprodução)

Mais de 10 linhas de ônibus estão sem operação em Curitiba por paralisação de motoristas A paralisação de motoristas e cobradores da empresa Orlando Bertoldi, também conhecida como Auto Viação Mercês, impactou cerca de 20 linhas do transporte coletivo de Curitiba na manhã desta quarta-feira (14). O movimento foi motivado pelo atraso no pagamento dos salários e nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários. Segundo a Urbanização de Curitiba (Urbs), a Auto Viação Mercês é a única responsável por sete linhas da cidade e compartilha dez linhas com outras empresas do sistema de transporte coletivo. A frota de 35 ônibus atende, principalmente, as regiões do Mercês, Santa Felicidade e Butiatuvinha. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Em nota, a Urbs informou que estuda a transferência definitiva de todas as linhas operadas pela Viação Mercês para as empresas Santo Antônio e Glória, que, junto com a Mercês, integram o Consórcio Pontual. Segundo a Urbs, a medida será adotada após a paralisação dos funcionários e tem como objetivo garantir 100% do atendimento à população nas linhas afetadas. O órgão informou ainda que deve encaminhar, até o fim da tarde desta quarta-feira, um ofício ao consórcio com a determinação. A Auto Viação Mercês informou, por meio de nota, que pretende quitar os salários dos funcionários ainda na manhã desta quarta-feira (14). Veja mais abaixo. Linhas afetadas greve Curitiba Reprodução/RPC Notificação A Urbs afirmou que vem notificando a Viação Mercês desde o ano passado em razão de atrasos em pagamentos, além de problemas no atendimento, reclamações de usuários e falhas relacionadas à manutenção e à quebra de ônibus. O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, declarou que todos os repasses do município às empresas do transporte coletivo estão em dia. "Por se tratar de um serviço essencial, qualquer paralisação deveria ser comunicada com antecedência mínima de 72 horas, conforme determina a legislação, para possibilitar a adoção de medidas preventivas e reduzir os impactos à população", diz a Urbs. De acordo com Maia Neto, o sindicato reuniu os trabalhadores durante a madrugada, "mas não houve aprovação formal de indicativo de greve, o que acabou surpreendendo tanto a Urbs quanto os usuários do transporte coletivo". Posição do Setransp Em nota, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp) informou que acompanha a situação e que atuou de forma institucional para evitar a interrupção do serviço, promovendo reuniões individuais e conjuntas com representantes das partes envolvidas. Apesar dos alertas sobre os impactos à população e da necessidade de cumprimento das exigências legais como aviso prévio de 72 horas e a manutenção de um percentual mínimo da operação, o impasse não foi superado, resultando na paralisação desta quarta-feira, segundo o sindicato. "É importante destacar que a situação da Auto Viação Mercês é isolada e não representa o cenário do transporte coletivo de Curitiba como um todo, que segue operando normalmente, com regularidade e qualidade", afirma a nota. O sindicato informou ainda que foi comunicado pela empresa de que a quitação dos salários deve ocorrer ainda nesta quarta-feira, por meio do Consórcio Pontual, o que deve permitir a retomada gradual do serviço. Greve transporte coletivo Curitiba Reprodução/RPC O que diz a empresa Em nota, a Orlando Bertoldi – Viação Mercês afirmou que o atraso ocorreu em razão de intercorrências pontuais no processamento bancário, sem relação com falta de recursos financeiros. A empresa informou que parte significativa dos salários já foi processada e que a regularização integral estava prevista ainda para a manhã desta quarta. "Ainda que a situação não esteja relacionada à falta de recursos financeiros, compreendemos plenamente a angústia e a preocupação geradas [...] A Orlando Bertoldi – Viação Mercês mantém um diálogo aberto, permanente e respeitoso com seus colaboradores e suas representações, ouvindo, compreendendo e atuando com prioridade máxima para que a situação seja plenamente resolvida", diz a nota. A empresa também ressaltou que está sob nova gestão desde março de 2025, quando assumiu a operação em um "cenário desafiador, marcado por passivos e dificuldades herdadas de administrações anteriores." Sobre o 13º salário dos funcionários, a empresa confirmou que o pagamento foi parcelado em quatro vezes, atribuindo a decisão às mesmas intercorrências bancárias e operacionais, como forma de garantir o cumprimento integral da obrigação. Greve transporte coletivo Curitiba Reprodução/RPC Os vídeos mais assistidos do g1 PR Leia mais notícias em g1 Paraná. Leia mais notícias em g1 Paraná.

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