Polícia investiga se adolescentes apreendidos por crimes sexuais via Free Fire fizeram outras vítimas
01/04/2026
(Foto: Reprodução) Adolescentes são alvos de operação contra abuso infantil, estupro e estímulo ao suicídio
Os adolescentes, de 14 e 15 anos, apreendidos durante uma operação contra crimes sexuais cometidos via jogos online Free Fire, se conheceram por meio da plataforma digital de games, segundo informou a Polícia Civil ao g1. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Capivari (SP) e Ibiporã (PR) na manhã desta quarta-feira (1º).
Ainda conforme a Polícia Civil, os crimes investigados são estupro de vulnerável, estímulo ao suicídio e armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil. As equipes chegaram até os suspeitos após denúncia sobre uma vítima, de 13 anos, em Capivari (SP).
A polícia não descarta a possibilidade de existirem outras vítimas e trabalha para apurar e identificar. "Durante a ação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, indispensáveis para a continuidade das investigações e para a preservação das provas", detalhou a Polícia Civil.
A vítima de Capivari foi levada pela mãe à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, onde foi registrada a denúncia que desencadeou a investigação.
"A investigação começou após denúncia de violência grave contra uma criança por meio da internet, envolvendo controle psicológico, ameaças, intimidações e chantagens praticadas por um adolescente paranaense", detalhou a Polícia Civil.
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Adolescente de Capivari é apreendido suspeito de envolvimento em crimes sexuais cometidos por meio do jogo Free Fire
Polícia Civil de Capivari/ Reprodução
"No celular do adolescente apreendido no Paraná, tem um vasto material de abuso e exploração sexual infantil, e provavelmente, outras vítimas", disse a Polícia Civil ao g1.
Circulação do material na escola
Em Capivari, foi cumprido mandado de busca e apreensão e internação do adolescente de 14 anos durante a operação intitulada Battle Royale. De acordo com a polícia, ele conhecia a vítima da escola.
"O adolescente de Capivari também participou das ações, especialmente na circulação de material ilícito e na relação com a vítima na escola", detalhou.
As equipes da Polícia Civil de Capivari, coordenadas pela delegada Maria Luísa Dalla Bernardina, com apoio da Polícia Civil do Paraná, cumpriram os mandados em Ibiporã.
O g1 não localizou a defesa dos adolescentes e de representantes do Garena, a empresa responsável pelo Free Fire.
Impacto emocional
Polícia Civil de Capivari apreende adolescentes suspeitos de cometerem crimes de estupro de vulnerável, estímulo ao suicídio e armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil
Polícia Civil de Capivari/Reprodução
As investigações apontam que o principal investigado, o adolescente de 15 anos, morador do Paraná, utilizava jogos on-line e redes sociais para se aproximar da vítima.
"Ao longo do tempo, passou a exercer controle psicológico intenso, com ameaças, intimidações, chantagens e coações, tudo ocorrido no ambiente digital. O comportamento praticado causou grave impacto emocional, com prejuízos significativos à saúde psicológica da vítima e à sua rotina escolar e familiar", alertou.
Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil aprofundou as investigações, com análise técnica de provas digitais, oitivas e atuação integrada com outros órgãos.
Em nota, a Polícia Civil ressaltou ainda a importância da atenção de pais e responsáveis ao comportamento de crianças e adolescentes na internet, "bem como da denúncia imediata, reforçando que situações graves podem ser interrompidas quando chegam ao conhecimento das autoridades", completou.
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