O que grandes eventos ensinam sobre cidades inteligentes

  • 21/07/2026
(Foto: Reprodução)
Grandes eventos deixaram de ser planejados apenas para receber milhares de pessoas durante alguns dias. Cada vez mais, eles se tornam espaços para testar tecnologias que também podem ser aplicadas nas cidades, especialmente em áreas como mobilidade, monitoramento, acessibilidade e sustentabilidade. No fim de junho, Beto Marcelino, fundador e presidente do Conselho do Grupo iCities, hub de inovação em cidades inteligentes sediado em Curitiba, acompanhou, em Lisboa, uma iniciativa que utilizou um grande festival com mais de 100 mil pessoas como ambiente de teste para soluções voltadas para espaços urbanos. “Vi que é possível levar o conceito de cidades inteligentes para um lugar que abriga quase 100 mil pessoas em um dia de evento. Você tem todos os problemas que uma cidade enfrenta: logística, segurança, altas temperaturas, clima, e a questão de transitar de forma mais ordenada em busca de alimento, bebida, banheiro e até produtos de higiene”, afirma Marcelino. Beto Marcelino, fundador e Presidente do Conselho do Grupo iCities. Divulgação/iCities. Da experiência ao planejamento A iniciativa reuniu 13 startups e empresas de tecnologia para apresentar soluções distribuídas em diferentes áreas. Entre elas estavam ferramentas para orientar visitantes sobre filas e serviços disponíveis, sistemas de monitoramento ambiental, integração de dados em tempo real, gestão da mobilidade, reciclagem e recursos voltados à acessibilidade. Na área de mobilidade, foram conectadas vagas ociosas de estacionamento ao plano de mobilidade do festival. Já na gestão de infraestrutura, foram integrados em tempo real os dados de todos os parceiros, alimentando um gêmeo digital, réplica virtual capaz de ampliar a visão da organização sobre o que acontecia no espaço físico. “A central de monitoramento estava interligada acompanhando qualidade do ar, temperatura e assistência médica”, relata Marcelino. Essa integração de dados também permitiu gerenciar os fluxos e as filas dos banheiros do festival, com informações de lotação e tempo de espera em tempo real disponíveis aos participantes. Já nas frentes de acessibilidade e sustentabilidade, o evento contou com soluções de reciclagem e espaços pensados para públicos específicos. “Foi pensado em duas soluções para pessoas com deficiência, em áreas bem nobres: uma área para PcD e também uma área para pessoas com autismo”, complementa. Segundo ele, essa estrutura toda representa uma oportunidade de testar soluções com avaliação dos próprios usuários do evento. “Foram colocadas diversas soluções à disposição no evento, que podem ser transpostas para as cidades”, ressalta. Um estudo de 2023 da Universidade Tecnológica de Delft, na Holanda, acompanhou 31 projetos de inovação testados durante um festival. Os resultados mostraram que 51,6% das iniciativas conseguiram avançar para fases de testes, aplicação no mercado ou comercialização. Entre os protótipos validados com o público estavam soluções como o uso de baterias de carros elétricos para alimentar palcos de música, sistemas descentralizados de pagamento via blockchain e baterias de alta capacidade projetadas para substituir geradores a diesel. Além de acelerar startups, esses testes fornecem dados para o gerenciamento de multidões. “Acredito que fica o legado de um pensamento na pessoa que está ali como espectador: ter mais qualidade de vida não só na questão da música e do entretenimento, mas também um olhar de cidadão”, destaca Beto. No Brasil, esse conceito também vem sendo incorporado em eventos voltados à discussão sobre cidades inteligentes. Produzido pelo iCities, o Smart City Expo Curitiba, maior evento do tema nas Américas, reúne anualmente soluções e iniciativas que podem ser adaptadas à realidade dos municípios. Na edição deste ano, realizada em março, foram apresentadas experiências relacionadas à eletromobilidade, sinalização inteligente, tótens de segurança e alerta para prevenir crimes, integração de órgãos públicos e aplicação de critérios ambientais, sociais e de governança no planejamento e gestão urbana, entre outras propostas voltadas à melhoria da qualidade de vida nas cidades. “O iCities é uma marca pioneira, a primeira empresa do Brasil a levantar a bandeira de cidades inteligentes, a fazer o primeiro evento do tema no país e depois trazer a internacionalização, levando o Brasil também para a Europa, para os eventos de Barcelona. Acredito que a participação do Brasil, por meio do iCities, é natural em eventos que envolvem a temática de smart cities”, conclui Marcelino. Sobre o Grupo iCities O Grupo iCities é uma holding brasileira dedicada a impulsionar a transformação das cidades por meio da inovação, da tecnologia e da articulação entre os setores público, privado e acadêmico. Com mais de uma década de atuação e sede em Curitiba (PR), o grupo é referência nacional no ecossistema de cidades inteligentes e atua de forma estratégica para conectar desafios urbanos a soluções concretas e sustentáveis. Com uma arquitetura de marca que contempla diferentes frentes de atuação, o iCities organiza eventos, promove programas de capacitação, desenvolve projetos e fortalece redes de colaboração em todo o país. Com a chancela da Fira Barcelona, é responsável pela realização de eventos notáveis como o Smart City Expo Curitiba, o IoT Solutions Congress Brasil e o Tomorrow.Blue Economy, sendo essa uma de suas principais verticais de negócios. O Grupo iCities atua como catalisador de soluções inovadoras para os desafios urbanos contemporâneos, ao unir propósito, conhecimento, negócios e impacto para construir cidades mais inteligentes, sustentáveis e centradas nas pessoas.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/icities-the-smart-cities-hub/noticia/2026/07/21/o-que-grandes-eventos-ensinam-sobre-cidades-inteligentes.ghtml


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