Alvo de operação, grupo ligado ao Comando Vermelho atuava como 'braço' da facção no interior de SP
18/03/2026
(Foto: Reprodução) Alvo de operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta quarta-feira (18), o grupo ligado ao Comando Vermelho (CV) atuava como um “braço” da facção no interior de São Paulo, com ramificações em outros estados, segundo as investigações.
A organização criminosa operava em cidades do interior paulista e mantinha conexões com Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, participando de diferentes etapas do tráfico de drogas e de armas.
"Todas essas pessoas que foram identificadas, que também faziam parte de alguma forma da organização, quer seja na venda, na distribuição ou na participação direta do tráfico internacional de drogas e armas", disse o coronel Cleotheos Sabino, comandante da Polícia Militar.
Os criminosos também transformavam a maconha em versões mais potentes, o que aumentava o lucro e reduzia o volume transportado, dificultando a fiscalização.
Além disso, a investigação revelou que o grupo utilizava uma rede de empresas para movimentar dinheiro ilícito. Mais de 20 empresas são suspeitas de envolvimento, incluindo uma loja de veículos em Rio Claro (SP).
Ao todo, Justiça autorizou 35 mandados de busca e apreensão e 37 de prisão temporária, além do bloqueio de cerca de 150 contas bancárias, com valores que podem chegar a R$ 70 milhões.
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Polícia Federal/Divulgação
Início da investigação
A investigação começou após a prisão de um suspeito em Araras (SP), que apontou ligação com o crime organizado do Rio de Janeiro.
"A partir daí, esse material foi trazido às mãos da Polícia Federal, iniciou-se essa investigação e essas ramificações todas que foram levantadas e efetuadas nas prisões hoje, elas vêm dessa investigação", detalhou Sabino.
Prisões, flagrantes e bloqueio de contas
A Justiça autorizou 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão. Até a última atualização, 24 pessoas tinham sido presas.
"Durante o cumprimento do mandado de prisão, houve quatro prisões em flagrante por tráfico de drogas e duas por obstrução de justiça, uma vez que os indivíduos destruíram seus celulares quando do cumprimento de mandado", disse Sabino.
Segundo o delegado-chefe da PF em Campinas, André Ribeiro, a investigação continua.
"Esse material vai ser totalmente exaurido e o objetivo é continuar, verificar novos integrantes que, porventura, não tenham sido presos nesse momento e desarticular por completo o crime organizado aqui na região", destacou.
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Polícia Federal/Divulgação
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